Deputado usou a tribuna da Assembleia Legislativa e disparou contra o prefeito Luciano Pingo
O caso do aluno que veio a óbito, após ser agredido dentro da Escola Municipal de Ensino Fundamental do município de Ibatiba, ganhou o noticiário de todo o estado e foi alvo de debate na Assembleia Legislativa-ES.
Wellington Callegari, deputado do PL disse que a tragédia poderia ter sido evitada se não fosse a negligência do atual prefeito e dos demais agentes políticos da prefeitura de Ibatiba: “O que aconteceu na Escola Municipal de Ibatiba é inadmissível. Esse episódio, que envergonha e mancha a educação capixaba, poderia ser evitado se a administração municipal não ignorasse as orientações da psicóloga Meirielen Santos Nicolau, que avisou sobre o bullying que a criança vinha sofrendo. Em vez disso, o senhor Pingo demitiu a profissional, e o Espírito Santo foi palco de mais uma irresponsabilidade sem precedentes”.
O presidente da Assembleia, deputado Marcelo Santos (União), também lamentou o ocorrido e fez um alerta: “Eu quero lamentar o falecimento do pequeno Luiz, vítima de bullying. Nós temos tentado enfrentar esse mal, porque o bullying de fato mata, e o Luiz foi alvo disso e de outras duas crianças. Nós precisamos estar atentos, preparar as nossas escolas, quem lidera as nossas escolas e todo o corpo de servidores, para que um evento como esse não aconteça mais”, afirmou.
Callegari concluiu, afirmando que vai pedir uma ampla investigação para punir exemplarmente os responsáveis: “Vou reunir minha equipe jurídica para tomar as providências cabíveis. As autoridades precisam investigar esse caso com celeridade e fazer justiça. O prefeito Pingo precisa responder à razão da demissão da psicóloga que denunciou o bullying que o aluno vinha sofrendo. A sociedade capixaba, a população de Ibatiba e os familiares do pequeno Luiz aguardam justiça. Eu vou acompanhar de perto esse caso; é meu compromisso”.
Em nota, o Ministério Público-ES disse estar acompanhando as investigações realizadas pela Polícia Civil e aguarda o relatório do Conselho Tutelar. A partir desse documento, a promotoria vai instaurar procedimento para verificar eventuais omissões da escola diante dos fatos e adotar todas as providências necessárias, inclusive possíveis responsabilizações.
Conforme relatos dos familiares, o pequeno Luiz já estava sofrendo bullying devido ao problema que ele tinha em um dos olhos. As agressões teriam acontecido na segunda-feira (9), durante o recreio, dentro da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Eunice Pereira Silveira, resultando no óbito.



























