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Vidigal deixa o governo Casagrande e retorna à medicina

Ex-prefeito da Serra sai do governo Casagrande e abre espaço para nome ligado ao setor empresarial

Sérgio Vidigal não é mais o titular da Secretaria de Desenvolvimento do Espírito Santo. A saída do ex-prefeito da Serra foi confirmada pelo governador Renato Casagrande, do PSB, na noite de sexta-feira, 18, por meio de uma publicação nas redes sociais.

De acordo com o governo, a decisão partiu do próprio Vidigal, que optou por deixar o cargo para retomar a carreira médica e se dedicar a projetos pessoais.

A mudança encerra uma passagem breve, mas estratégica. Vidigal havia assumido a pasta em fevereiro deste ano, quando substituiu o vice-governador Ricardo Ferraço, que decidiu deixar a função para focar nas atribuições do seu mandato.

Quem assume o posto agora é o empresário Rogério Salume, fundador do clube de vinhos Wine. Nome conhecido no meio corporativo, Salume chega ao governo com a promessa de imprimir um ritmo mais empresarial à gestão da pasta.

“O novo secretário tem a missão de contribuir com o desenvolvimento do Espírito Santo, trazendo sua experiência no setor privado”, afirmou Casagrande, ao anunciar a nomeação.

Embora o governo trate a saída de Vidigal como uma escolha pessoal, a troca sinaliza um movimento mais amplo. Em um momento de rearranjos políticos, o Palácio Anchieta se aproxima de figuras com forte presença no setor produtivo, num esforço de fortalecer laços com o empresariado em ano pré-eleitoral.

Vidigal, por sua vez, se despede do Executivo estadual sem anunciar novos planos na política. Médico por formação e com trajetória consolidada na vida pública, ele volta à medicina, ao menos por agora, como prioridade.

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Redação Minuto ES

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Muito foi dito sobre a necessidade de renovação e mudança de práticas dentro da OAB-ES. Muitos discursos inflamados foram feitos em nome da ética, da contenção de gastos e da valorização do trabalho voluntário. No entanto, o que se vê hoje é a repetição exata daquilo que antes era duramente criticado.

A presidente Érica Neves, que construiu sua imagem como opositora firme das práticas do ex-presidente Rizk, hoje incorre nas mesmas condutas que condenava publicamente. Um exemplo simbólico disso é a realização do Colégio de Presidentes de Subseções em Pedra Azul, coincidindo justamente com o Festival de Inverno, o que levanta um questionamento inevitável: trata-se de um encontro institucional ou de um evento social disfarçado? Ao escolher um local turístico e caro, impõe-se aos diretores voluntários da OAB um ônus financeiro desnecessário — os mesmos que doam seu tempo, trabalho e dedicação à Ordem, agora são penalizados com gastos que poderiam ser evitados. Falando em gastos e cobranças, pregava-se que as Festas da Advocacia do dia 11 de agosto voltariam a ser gratuitas para os Advogados na gestão de Neves, mas não é isso que estamos vendo.

Além disso, Érica Neves criticou abertamente o ex-presidente Rizk por utilizar a chamada CASA OAB como espaço de encontros de comissões, alegando desperdício de estrutura e aparelhamento da entidade. Ironia do destino: ela passou a utilizar o mesmo espaço com ainda mais frequência e para as mesmas finalidades. O que antes era criticado como desperdício, agora virou prática constante. Da mesma forma, condenou a fixação de placas com nomes de presidentes de comissões nas paredes — e fez exatamente o mesmo. Ora, ora, ora. Parece termos dois pesos e duas medidas, e “pau que bate em Chico, não tá batendo em Francisco”.

Mas talvez a prática mais grave tenha sido transformar as comissões temáticas em um clubinho fechado. O que antes era um espaço democrático de acolhimento e voluntariado, tornou-se um ambiente de segregação: advogados passaram a ter que apresentar currículos e participar de entrevistas para “merecer” o direito de colaborar com a OAB. Muitos foram excluídos para dar lugar apenas aos mais próximos da presidente. Isso é o oposto do que a advocacia esperava ao votar por mudança.
E é justamente aqui que precisamos ser justos. Porque há algo que não pode mais ser ignorado: a gestão de José Rizk à frente da OAB-ES deixou um legado real, concreto, e merece ser reconhecida. Em seis anos, Rizk ampliou estruturas, fortaleceu subseções, valorizou os jovens advogados, lutou pelas prerrogativas, promoveu cursos, ações sociais e eventos marcantes. Reformou espaços, criou projetos inéditos, aproximou a OAB da sociedade e transformou a Ordem num ambiente de acolhimento, oportunidade e representatividade.

Se hoje existem estruturas sendo utilizadas, salas funcionando, programas consolidados e parcerias ativas, muito disso se deve à gestão de Rizk, que enfrentou crises, críticas e, ainda assim, entregou resultados.

Portanto, é necessário dizer com todas as letras: José Rizk fez muito pela OAB e pela advocacia capixaba, e isso precisa ser reconhecido e aplaudido. Gratidão e justiça não podem ser seletivas. Não se combate um projeto com ressentimento ou com vaidade. Quando se comete o mesmo erro que tanto se combateu, deixa-se claro que o problema nunca foi o erro em si — foi quem estava no lugar. Não se tratava de tirar o Rizk por seus atos. Tratava-se, apenas, do desejo de ser o Rizk.

Duas tentativas de burlar a segurança da Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim (PRCI), no bairro Monte Líbano, foram frustradas neste sábado (12), durante o horário de visitas. As autoras: duas mulheres com laços diretos com internos da unidade — uma mãe e uma esposa. Ambas foram flagradas tentando entrar com materiais proibidos, escondidos no corpo, e descobertas pelo equipamento de escaneamento corporal, o “body scan”.

No primeiro caso, uma mulher de 50 anos tentou entrar na unidade levando 11 buchas de maconha, totalizando cerca de 45 gramas, além de 15 papéis de seda. O entorpecente seria entregue ao próprio filho, preso no local.

A Polícia Civil confirmou a prisão em flagrante.
“A mulher foi conduzida à Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim, autuada por tráfico de drogas e encaminhada ao sistema prisional”, informou a corporação, por nota.

O segundo episódio envolveu outra visitante, que levava 18 buchas de fumo. O material seria entregue ao marido, também detido na PRCI. Neste caso, a mulher foi liberada após a apreensão, mas o interno deve responder a um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) dentro da unidade.

A administração penitenciária destacou que os flagrantes aconteceram durante o protocolo padrão de revista, que é aplicado a todos os visitantes. O uso do body scan, tecnologia já adotada em outras unidades prisionais do Estado, tem ampliado a capacidade de detecção de substâncias ilegais e colaborado para reduzir o tráfico dentro dos presídios.

Casos como os deste sábado são recorrentes, mas ainda assim revelam os vínculos familiares sendo instrumentalizados para burlar o sistema. A tentativa de entrar com drogas para o próprio filho expõe, além da ilegalidade, uma distorção perigosa do papel materno — numa cadeia de afetos que, dentro dos muros, vira também cadeia de delitos.

A Polícia Penal segue acompanhando os desdobramentos dos dois casos. A direção da unidade não divulgou os nomes dos envolvidos.

Foi aprovada, nessa terça-feira (08), a Lei Complementar 213/01 que amplia a faixa de renda de pessoas com deficiência (PcD) para o uso do passe livre, de um para dois salários mínimos, no caso de quem mora sozinho, e de três para quatro salários mínimos, no caso de famílias compostas por até quatro pessoas. Além disso, a comprovação de renda também pode ser feita por meio do CadÚnico, o que antes não era possível.

“É com grande satisfação que recebemos a aprovação da Lei Complementar 213/01, um avanço significativo para a inclusão e acessibilidade de pessoas com deficiência no Sistema Transcol. Esta nova legislação não apenas amplia o acesso ao passe livre para uma faixa maior de beneficiários, mas também desburocratiza o processo de comprovação de renda e flexibiliza a realização de exames, refletindo nosso compromisso contínuo em promover um transporte público mais justo e acessível para todos”, pontuou o diretor-presidente da Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb-ES), Marcelo Campos Antunes.

Outro ponto importante da Lei Complementar é que agora as audiometrias poderão ser feitas na rede particular. Antes, era obrigatório que fossem feitas na rede pública. O novo texto flexibiliza ainda o prazo de validade dos laudos médicos e amplia a validade dos comprovantes de renda de 30 para 60 dias.

A nova lei regulamenta a Emenda Constitucional nº 029/00, de 29 de novembro de 2000, que altera a redação do caput do art. 229 da Constituição Estadual do Espírito Santo.

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